11.7.10

Lisboa 2010

    
     Verdade é que me calei por tempo demais... a experimentar emoções no Velho Mundo e a descobrir uma nova existência em mim tão complexa, que a palavra não conseguiu impor-se por meses a fio. Respeitei o seu desejo. A sua ordem imperativa da surdez muda que a tudo vê e a tudo enfrenta pela necessidade de sobrevivência.
    Já paraste para pensar quem és tu? Achastes uma resposta? Ser. Basta?!
    É preciso humanizar-se ao atravessar as águas do oceano. As mesmas águas que te banham também te afogam. Em ambos os casos elas te socorrem de um mal maior. Ajudam-te a proteger-te de ti mesmo e salvam o amor.
   Aprender a calar também perfaz a unicidade do pensamento e muito te ensina a ser livre...
   Pelas águas calmas do Tejo, recrio o meu mundo. O meu maior presente.

Um comentário:

Manú disse...

Ju teu texto me tocou muito...
me emocionei...me identifiquei com as tuas palavras :)

Já tenho saudades...

Que o Brasil sorria com a tua chegada...

Bom retorno minha amiga

:)